Boêmios da Vila abre inscrição para concurso de Samba-enredo

Após lançar seu enredo a Escola de Samba da zona sul de São Paulo, divulga os critérios para os compositores, interessados, participarem do concurso que irá definir seu samba-enredo para 2018.

Conheça, em primeira mão, o regulamento do concurso.

CONCURSO DE SAMBA ENREDO 2018

DA NATUREZA AO CARNAVAL!

TUDO SE RECRIA, NADA SE PERDE, TUDO SE TRANSFORMA ATÉ EM FANTASIA.

 

Presidente: Adilson da Silva

Carnavalesco: J. Ivo Brasil

 

I – Da participação

1 – Poderão participar do Concurso de Samba-Enredo os compositores que tiverem acesso à sinopse e entregarem a ficha de inscrição devidamente preenchida, desde que cumpram as exigências deste regulamento.

2 – A sinopse, regulamento e demais documentos relativos a este concurso estará disponível de 05/07 a 05/08/2017, devendo ser solicitada única e exclusivamente através do e-mail: shirloca20@gmail.com ou através do zap 11 – 96034-5442 (falar com Shirley)

3 – Somente um compositor se obriga a solicitar uma cópia da sinopse, bem como deste regulamento, independente de quantos compositores o samba apresente, desde que o mesmo possa assinar a Ficha de Inscrição do Concurso de Samba-Enredo, e falar em nome dos outros envolvidos na criação.

II – Da entrega do samba

4 – Os sambas concorrentes deverão ser entregues no dia 20 de agosto de 2017, domingo, das 14h às 17h, juntamente com:

4.1 – 10 (dez) cópias digitadas, da letra do samba em sua integra, não podendo, em hipótese alguma, ser alterada pelos compositores depois de entregues;

4.2 – 01 CD com a gravação original, inédita e de boa qualidade do áudio do samba enredo em questão;

4.3 – Declaração, Ficha de Inscrição e Comprovante de Entrega, anexos a este regulamento, devidamente preenchida e assinada por todos os envolvidos;

5 –  Local de entrega: Rua Thomas Hudson, 53 – Jd. Imbé – São Paulo (procurar Shirley);

6 – Não haverá prorrogação das datas e/ou horários relativos a este regulamento;

III – Do concurso

7 – Levando em consideração as questões financeiras relativas à realização de concurso aberto, tomamos a decisão de assumir a responsabilidade da escolha do samba-enredo através da Comissão Avaliadora e Comissão Organizadora junto com a Diretoria Executiva da escola de samba Boêmios da Vila, ou seja, não haverá disputa aberta.

8 – AUDIÇÃO – dia 27 de agosto de 2017, domingo, às 15h, em local a ser definido, a Boêmios da Vila fará uma análise criteriosa dos sambas entregues e escolherá aquele que melhor se adequar às necessidades do enredo.

8.1 – Será excluído do concurso o samba que caracterize plágio explícito em sua letra ou melodia, que fuja do tema proposto, ou que contenham palavras ou versos de ofensa, discriminação ou outra palavra de ordem que fira o estatuto da Boêmios da Vila, bem como seus objetivos e diretrizes.

IV – Da apresentação

9 – O anuncio do samba classificado será feito no dia 30 de agosto de 2018, para todas as mídias sociais e imprensa especializada no segmento do carnaval, bem como, sua apresentação, ao vivo, na Festa de Aniversário da Boêmios da Vila (setembro, data à definir). Ficando a gravação oficial no aguardo da definição das datas oficiais apresentadas pela UESP.

V – Da premiação

10 – O samba declarado campeão receberá desta agremiação o prêmio de R$ 3.000,00 (três mil reais) que serão pagos de acordo com a liberação de verba e parcelas de acordo com o calendário da Prefeitura de São Paulo, SPTuris e UESP, destinada ao carnaval.

VI – Das decisões

11 – Todos os compositores participantes devem tomar ciência e assinar a declaração abrindo mão dos direitos autorais do samba que será cantado pelo Intérprete Oficial da Escola, isentando o GRCEES BOEMIOS DA VILA de quaisquer ônus.

12 – Todas as despesas relativas a este concurso, na etapa de pré-seleção, correrão por conta de cada compositor.

13 – Os itens ausentes neste regulamento serão estabelecidos e/ou analisados pela Comissão Organizadora do presente concurso.

14 – Ao ser escolhido o samba enredo campeão o mesmo passa a ser de propriedade da escola de samba, podendo a mesma fazer as adequações na letra, se for o caso, e que achar necessário à adaptação entre letra e/ou melodia (com ou sem o aviso prévio aos respectivos compositores).

15 – Para possíveis esclarecimentos, relativos à Sinopse, por favor, entrar em contato com o carnavalesco J. Ivo Brasil, através do e-mail: vilagebrasil@gmail.com.

São Paulo, 05 de agosto de 2017.

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Centenário do Samba ganha selo comemorativo.

Nesta sexta-feira (23), os Correios colocaram em circulação um bloco (90 mil unidades) com selo em comemoração ao aniversário de 100 anos do samba. A data faz alusão à canção Pelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida, que é considerado o primeiro samba a ser gravado no Brasil, em 1917.

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Elementos de Art Nouveau emolduram o bloco, que traz na ilustração de Daniel Effi o momento de reunião da roda de samba, fazendo referência à gravação do primeiro samba, sobre um disco de vinil. O ambiente remete à tradicional Praça Onze da cidade do Rio de Janeiro à época.

Com valor facial de R$ 1,80, o selo pode ser adquirido em todas as agências dos Correios e também na loja virtual, no endereço https://www.correios.com.br/correios-online.

Cem Anos do Samba

Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil

Símbolo da nossa nacionalidade, reconhecido internacionalmente, expressão cultural e social originária das populações afrodescendentes, incorporada ao cotidiano de todos os brasileiros, de Norte a Sul do país, o Samba recebe nessa emissão dos Correios o reconhecimento do seu poder integrador, ressaltando os valores e tradições das comunidades de sambistas que construíram o seu legado e movem a sua história rumo ao futuro.

A gravação do samba “Pelo telefone”, de Donga e Mauro de Almeida, em 1916, é um marco sinalizador do que viria a acontecer com essa arte. Nascida nos terreiros, se espalhou pelas cidades. Arte que é canto, ritmo, dança, mas principalmente um modo de vida, que compreende toda uma série de tradições ligadas a sentimentos de pertencimento e identidade comunitárias. Samba é reunião, é festa, é celebração. Como tal, quando há samba, há comidas, bebidas, vestimentas, instrumentos musicais, interseções religiosas, que compõem o seu cenário, o seu lar, seja uma quadra de uma agremiação carnavalesca, uma roda de samba num bar ou uma festa na casa de amigos. Quando falamos em escolas de samba, vemos as cores tradicionais, as bandeiras (os pavilhões protegidos pelo casal de mestre-sala e porta-bandeira), os símbolos (como a águia da Portela e a coroa do Império Serrano), os padroeiros, os toques típicos de cada bateria, inspirados, quando ainda preservados, nos de cultos religiosos de matriz africana, toda uma tradição que se revivifica a cada nova reunião dos sambistas, a cada nova criação de um samba de terreiro, a cada novo desfile no carnaval. Mas o samba é muito mais. Não é só carnaval, com alguns pensam. Ele é uma expressão vivida no cotidiano, se dá o ano todo, no dia a dia dos brasileiros.

No começo do século XX, o samba foi perseguido, assim como outras expressões populares. Foi tratado com preconceito e como caso de polícia. A resistência das comunidades e o trabalho incessante de lideranças como os sambistas Paulo da Portela e Cartola, para citar dois entre muitos outros, mudou esse quadro. As classes médias foram atraídas pela arte e beleza do samba. A indústria fonográfica e o rádio logo viram o seu potencial aglutinador, a sua força criativa e a sua intensidade vibrante, que encantavam o país. Daí a ser reconhecido como símbolo de identidade nacional foi um passo. Um passo difícil, dado com muita luta, uma conquista. Nos morros e nas ruas, o batuque do samba se tornou o Brasil. Das senzalas onde sofreram os escravos, vieram a música e a dança que mudaram e ainda mudam o país. Então, além de manifestação cultural, é expressão de uma luta libertadora, pela igualdade, pela cidadania, pela integração.

Em 2007, o samba – nas variações partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo – recebeu do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o título de patrimônio cultural imaterial do Brasil. Esse reconhecimento ajudou a abrir novos espaços e a valorizar comunidades de sambistas, preservando e registrando os fundamentos de sua arte, alimentando a sua evolução constante no diálogo com as novas gerações, sustentando os fluxos de transmissão de conhecimentos através da atuação das Velhas Guardas das escolas de samba. Raiz e árvore que só crescem. Mas ainda há muito por conquistar.

Foi da adversidade que se ergueu o samba brasileiro – sua poesia, sua vibração, seu molejo. Vamos celebrar o legado dos nossos antepassados africanos e dos sambistas históricos, além de exaltar a força criadora das atuais gerações, que não deixam e não deixarão o samba orrer, nunca.

Aloy Jupiara – Conselheiro e Pesquisador do Museu do Samba

Arraial da 1ª da Cidade Líder

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De junho a julho o que não falta em São Paulo é opção de curtir, de formar variadas, os festejos dos Santos Festeiros, Santo Antonio, São João e São Pedro, e as escolas de samba da cidade cada vez mais tem aderido aos formatos populares da festa agregando elementos de seu segmento: carnaval, e a 1ª da Cidade Líder tá realizando a sua, sempre trazendo uma atração convidada pra animar o público presente.

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É como sempre digo: Cultura não tem fronteiras, devem ser agregadas, compartilhadas e vivenciadas

Serviço

Arraial da 1ª da Cidade Líder

Todo sábado e domingo a partir das 20h (até final de julho)

Praça 7 – Altura do 2520 da Av. Líder – Zona Leste – São Paulo.

Barracas com comidas típicas, apresentação da bateria, convidados e muito mais.